quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Síndrome do Pânico: Sintomas e Tratamento

sintomas e tratamento do transtorno do panico
   A palavra pânico tem como significado em nosso dicionário como susto e medo, eventualmente infundados e repetitivos. De acordo com o DSM-IV, o transtorno do pânico ou síndrome do pânico é caracterizado quando há ataques de pânico inesperado e recorrentes, seguidos por pelo menos um mês de preocupação persistente acerca de outro ataque de pânico, e as situações que o desencadeiam são desconhecidas.  A síndrome do pânico é um distúrbio de ansiedade grave, real e incapacitante, que pode ser controlado com a Psicoterapia, e em alguns casos com a intervenção medicamentosa por um psiquiatra.

Os principais sintomas são: sudorese, sensação de falta de ar, náusea, medo de morrer ou perder o controle sobre seus sentimentos e atos, tontura, boca seca, angústia, taquicardia e preocupações acerca da possibilidade de outro ataque e suas implicações, acarretando na esquiva dessa situação e isolamento social.

O transtorno pode trazer consequências desagradáveis para o paciente, gerando dificuldades de relacionamento, limitações, insegurança e medo constante. Pode haver períodos de melhora dos ataques, mas em geral, não desaparecem sem o tratamento eficaz.

Em alguns casos, a intervenção medicamentosa realizada pelo psiquiatra é necessária concomitantemente com a psicoterapia, que vem obtendo ótimos resultados e a melhora ocorre, em geral, em poucas semanas. 

*O texto é apenas informativo e não substitui o atendimento psicoterápico oferecido pelo psicólogo.

Para ler mais textos e informações acesse ajuda emocional no site: www.saopaulopsicologia.com.br

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Estresse: O que fazer?

sintomas e tratamento do estresse
   Em diversos momentos na vida enfrentamos situações de obstáculos, desafios, momentos em que somos solicitados a resolver os problemas de diversas ordens (exigências tanto internas quanto externas), e por vezes, a pressão do dia a dia se torna mais penosa e difícil de sustentar. 

Muitos pacientes chegam ao consultório queixando-se de estresse, no entanto, é importante ressaltar que há uma diferença entre cansaço e estresse.

É comum um paciente relatar seu dia a dia corrido, se dividindo entre trabalho, casa, filhos e se sentir cansado, mas com uma noite bem descansada o problema já pode ser resolvido. 

No caso do estresse, uma noite de sono nem sempre é suficiente para retomar as energias, pois a pessoa pode sofrer de insônia, e as alterações fisiológicas não se recompõem apenas com uma boa noite de sono. 

O estresse é uma defesa natural do organismo (resposta física e psicológica), que responde tanto em momentos de preservação (que nos ajuda a sobreviver), como em resposta de um acúmulo de situações com fatores estressores, trazendo prejuízos ao sujeito. Quando nos deparamos com alguma situação de perigo/ameaça tanto física quanto psicológica, nosso organismo responde de forma automática a esses estímulos estressores com o objetivo de no proteger e preparar para a “fuga ou luta”. 

Nossos antepassados da idade da pedra sobreviveram porque ao se depararem com um animal faminto se estressavam e reagiam imediatamente, tanto para lutar como para fugir. Ou seja, quando nossos antepassados se estressavam o organismo liberava uma série de mediadores químicos que provocavam reações fisiológicas diante do perigo. 

No entanto, no mundo moderno, o estresse resulta de um acúmulo de problemas que se repetem no dia a dia sobrecarregando a pessoa e contribuindo para a alteração da pressão arterial e o aumento dos batimentos cardíacos, trazendo sérios prejuízos à saúde. 

Se estivermos em constantes cobranças, dificuldades em lidar com as preocupações e responsabilidades do dia a dia, entre outros eventos estressores, o organismo opera sob o estresse e vivemos automaticamente em alerta e as alterações fisiológicas e psicológicas constantemente em funcionamento. 

Com o passar do tempo o estresse sem tratamento e acompanhamento pode se tornar crônico devido o acúmulo de situações estressantes. O organismo passa a reagir em constante alerta, dando sinais de cansaço podendo afetar os sistemas imunológicos, endocrinológico, nervoso e psicológico. Ocorre o aumento da pressão arterial, crises de angina, dores musculares, dores nas costas, na região cervical, alteração da pele, entre outros. 

Ainda no âmbito físico, alguns sintomas são agravados ou causados pelo estresse como: enxaqueca, problemas gastrointestinais, sudorese, fadiga, infertilidade, doença cardíaca e o distúrbio do sono. 

Entre as doenças e os efeitos emocionais mais freqüentes estão a ansiedade, depressão, confusão mental, irritabilidade, frustração, ira, hipersensibilidade, perda da concentração, diminuição da criatividade e autoestima, distúrbios alimentares e o possível abuso de álcool e drogas, pois o álcool pode funcionar como um ansiolítico, podendo amenizar a ansiedade em certos momentos. 

A atividade física e momentos de lazer são boas medidas para evitar e ajudar nas consequências do estresse, pois ajudam a neutralizar a ação dos neurotransmissores que são liberados pelo estresse ocorrendo o aumento do nível de endorfina no cérebro trazendo bem estar. Em relação ao âmbito psicológico e emocional, a psicoterapia pode ajudar o paciente a identificar as causas do estresse e ajudá-lo a criar estratégias para resolvê-las, além da possibilidade de ressignificação de seu estado e pensamento.   

*O texto é apenas informativo e não substitui o atendimento psicoterápico oferecido pelo psicólogo.

Para ler e obter mais informações acesse ajuda emocional no site: www.saopaulopsicologia.com.br  

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ansiedade

crises de ansiedade, sintomas e tratamento
   A ansiedade vem se apresentando como um dos problemas mais citados na atualidade, e em geral, decorrentes do estresse do dia a dia, da cobrança pessoal, a pressão no trabalho, entre outros motivos.

É caracterizada como um sinal de alerta, indicando algum sinal de perigo/ameaça (consciente ou inconsciente) que nos impulsiona a tomar alguma providência diante da situação. Sentir ansiedade para uma entrevista de emprego ou devido a uma prova no dia seguinte pode servir de estímulo ao objetivo desejado, entretanto, a ansiedade em excesso pode trazer consequências físicas e mentais para o indivíduo por tempo indeterminado.

Sintomas

Quando a ansiedade persiste a pessoa pode apresentar uma sensação de desconforto, irritabilidade, dificuldade de concentração, angústia, medo, insegurança, mal estar indefinido, pessimismo, dificuldade de controlar os pensamentos negativos, preocupação constante e uma sensação paralisante. 

Os sintomas físicos mais presentes são as alterações respiratórias, boca seca, dor ou pressão no peito, tensão musculares, taquicardia, sudorese, dores no corpo, desconforto abdominal, entre outros. 

Consequências

Os sintomas físicos e emocionais podem perdurar por tempo indeterminado, variando e alternando entre si em sua intensidade, trazendo prejuízos reais em todos os âmbitos da vida da pessoa. Na tentativa de eliminar ou reduzir os sintomas da ansiedade, muitas pessoas recorrem à comida em excesso, o uso abusivo de álcool e outras drogas, ou até o  isolamento.  

A ansiedade em excesso pode levar a quadros de transtornos como: agorafobia, transtorno do pânico, fobia social, fobias específicas, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de estresse pós-traumático, e transtorno de ansiedade generalizada.

Tratamento

A psicoterapia é um forte aliado contra a ansiedade, uma vez que, é no processo terapêutico que o paciente pode se aproximar das origens internas que corroboram para seu sintoma e assim, encontrar formas de lidar com o que lhe angustia e aprisiona. 

Em algumas situações, muitas pessoas buscam apenas a intervenção medicamentosa (pelo psiquiatra) devido aos fortes sintomas físicos que apresenta. No entanto, é importante ressaltar que a medicação elimina o sintoma, mas o foco do tratamento não está em sua origem. Por isso, a importância da psicoterapia para o tratamento da ansiedade.



*O texto é apenas informativo e não substitui o atendimento psicoterápico oferecido pelo psicólogo. 


Para ler mais textos e informações acesse ajuda emocional no site: www.saopaulopsicologia.com.br

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Conheça o Consultório São Paulo Psicologia

   É com enorme prazer que apresento o site do consultório São Paulo Psicologia com informações sobre a psicoterapia e ajuda emocional!


É no Consultório São Paulo Psicologia que ofereço atendimento psicoterápico individual para adolescentes, adultos e idosos. Diante do sofrimento e dos desequilíbrios encontrados na vida, a psicoterapia oferece um espaço para a compreensão do sofrimento emocional e a possibilidade de ter um novo olhar diante da sua historia. O atendimento psicoterápico tem como objetivo compreender o sujeito em diversos aspectos de sua vida, promovendo a ampliação da consciência e sua transformação. 


O consultório fica Localizado em uma vila tranquila no bairro do Higienópolis, próximo a Rua da Consolação, Av. Paulista e a Av. Angélica. Tem fácil acesso através das linhas de metrô Consolação-Paulista e pelo corredor de ônibus na Rua Consolação. Estacionamento no local. 

Endereço: Travessa Dona Paula, 114- Higienópolis. 
Contato: diana@saopaulopsicologia.com.br
             (11) 3042-4717 


Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta-feira: 9:00 às 21:00.
                                         
Sábados: 7:00 às 14:00.

Acesse e agende sua consulta no site: www.saopaulopsicologia.com.br


consultorio de psicologia em higienopolis consolacao

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como falar sobre drogas com os filhos

como falar sobre drogas com os filhos
Entrevista cedida ao portal "Nós Mulheres" 

1. Como falar com os filhos sobre drogas?

R: Os pais sempre devem estimular o dialogo aberto e franco com os filhos desde a infância para que sua comunicação seja satisfatória, elucidando a criança e o adolescente em suas questões e curiosidades.  Para iniciar uma conversa com os filhos sobre esse tema é necessário que os pais ou responsáveis tenham informações precisas sobre as drogas, seus efeitos e consequências do uso abusivo. Ao obter informações é possível informar e esclarecer os filhos de forma coesa sem fazer o uso da ameaça ao filho, ou pelo dialogo do medo, e sim, esclarecendo e conversando abertamente sobre o tema.  As informações esclarecedoras são mais eficazes do que a ameaça e mitos que envolvem as drogas.

2. Quando a criança pergunta sobre drogas, o que fazer?


R: O indivíduo em processo de formação apresenta curiosidades que precisam e devem ser sanadas pelos pais e responsáveis em qualquer faixa etária, evitando que tais informações sejam passadas de forma distorcida. Quando a criança perguntar sobre as drogas, o importante é esclarecer e conversar abertamente com seu filho, caso não tenha informações precisas sobre o tema, informe-se em pesquisas e através de profissionais da área para que possam passar a informação correta.

3.  Alguns amigos do adolescente são usuários, como reagir?

R: A criança e o adolescente aprendem como lidar com a vida a partir de modelos que observa em sua casa, solidificando a educação e seu desenvolvimento futuro. A educação, a comunicação aberta e bons modelos familiares ajudam na construção da subjetividade de cada indivíduo, fazendo com que ele tenha discernimento sobre suas atitudes. Não adianta conversar com o filho, esclarecendo sobre as drogas, se os mesmos apresentam comportamentos em casa, que possam de alguma forma contradizer o que tentam ensinar. Na adolescência é importante observar e acompanhar o comportamento dos filhos respeitando também a individualidade e a necessidade de descoberta que a própria fase apresenta, se o filho tem algum amigo que faça uso da droga os pais devem aproximar-se do filho e ter um dialogo aberto, sem criticas ou a necessidade de proibi-lo. O importante é conversar com o filho, ter uma boa relação e aproximação com o ciclo social do adolescente, para que o mesmo se sinta a vontade para conversar com os pais e tomar a melhor decisão.

4. Qual é a idade ideal para os pais conversarem sobre drogas com os filhos?


R: Não existe uma idade ideal para iniciar uma conversa com os filhos sobre as drogas, entretanto, é importante ressaltar que a fase da adolescência causa diversas transformações tanto psíquicas quanto físicas no adolescente, que tem por necessidade em algum momento, de buscar formas de encontrar o prazer e de se conhecer. Nesse momento, é importante que o adolescente tenha conscientemente as informações sobre as drogas e suas consequências de forma preventiva, uma vez que o uso e o abuso das drogas podem causar consequências perturbadoras psiquicamente, fisicamente e na vida social do individuo. A conversa sobre as drogas deve existir a partir do momento em que a criança ou o adolescente tenha curiosidade e indague os pais, tanto quando tiverem consciência e frente a qualquer estimulo social.

5. Como saber se o filho usa droga?

R: O diálogo entre os pais e filhos é extremamente importante em todas as fases do desenvolvimento do individuo, como forma de prevenção para as drogas e qualquer outro obstáculo e dificuldade que possa apresentar. É imprescindível que os pais observem o comportamento do filho e acompanhem seu desenvolvimento esclarecendo as curiosidades e as questões que vão surgindo em cada fase do desenvolvimento. A partir de uma boa relação com os filhos é possível observar as mudanças que os mesmos vão apresentando quando algo não vai bem. Para saber se o filho está em contato com as drogas, é necessário a observação nas mudanças de comportamentos (cuidado para não achar que qualquer mudança seja causada pelo uso das drogas, cada fase do desenvolvimento, como na adolescência alteram o comportamento do individuo!), maior irritabilidade sem causa aparente, isolamento da família e, em algumas situações isolamento dos amigos, dificuldades na escola levando o abandono da vida escolar, comportamento agressivo e violento, mudança de hábitos (higiene, sono), e a ausência de objetos frequentes em casa e o pedido constante por quantias maiores de dinheiro. 

6. Como tratar um adolescente usuário de drogas, existe algum tipo de procedimento?

R: O uso abusivo das drogas causam consequências drásticas na condição física, psíquica e social do individuo. No entanto, é possível cessar os danos e procurar a ajuda correta, como a intervenção de uma equipe multidisciplinar e especializada, como o psicólogo e o psiquiatra. A partir da descoberta os pais devem propor um dialogo franco com o filho e procurar ajuda profissional para obterem orientação e realizar a melhor intervenção possível com o adolescente. Em São Paulo, existem alguns serviços especializados em dependência química, que podem orientar e propor o melhor tratamento. Procure um profissional especializado para que seja possível o melhor método de tratamento e orientação.


Para mais informações acesse o site em ajuda emocional: www.saopaulopsicologia.com.br


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Meu filho vai morar sozinho!

meu filho vai sair de casa, ninho vazio

Entrevista cedida ao "Portal Vital" com o tema: Meu filho vai morar sozinho!

1- Existe um momento certo para o filho sair da casa dos pais e conquistar a independência?

R: O momento certo para a saída da casa dos pais depende de pessoa para pessoa. Para alguns, buscar a independência é um curso natural de seu desenvolvimento para a fase adulta, para outros é apenas a tentativa da saída de casa sem que este esteja realmente preparado para as mudanças. Para que o momento certo seja possível é necessário que cada indivíduo reflita sobre a real necessidade de sua saída, e as mudanças que elas podem acarretar, seja no âmbito financeiro como no âmbito emocional.  

2- Se sim, como notar que a hora chegou?

R: É importante observar como o indivíduo encara sua saída de casa a compreende as reais mudanças que ela pode trazer. A decisão da saída de casa não envolve apenas aspectos financeiros, mas sim a importância e o real significado sobre a independência e autonomia. Portanto, a hora certa para a saída de casa é quando o jovem possui condições financeiras e maturidade para ser responsável de si mesmo.

3- O que deve mudar? ex: lavar as próprias roupas, preparar sua própria comida, arcar com as despesas pessoais, etc.

R: Não adianta sair de casa sem que o jovem tenha consciente as responsabilidades que acarretam sua saída. A mudança da fase da adolescência para a condição adulta envolve responsabilidade e autonomia, ou seja, o adulto deve lavar suas próprias roupas, preparar sua comida, e arcar com as despesas pessoais, pois assim o indivíduo prepara condições para tomar conta de si e futuramente a possibilidade de formar seu próprio núcleo familiar.

4- Qual a parte boa de poder morar sozinho? E a ruim?

R: A parte boa de morar sozinho é a liberdade e a possibilidade de se criar suas regras, seus horários, e seu estilo de vida a partir de suas convicções. No momento em que o adulto se sente preparado para uma vida de autonomia e responsabilidades, abre-se um campo de possibilidades para suas reais necessidades e desejos. Morar sozinho proporciona não só a autonomia, como também novas experiências da vida adulta, o amadurecimento, privacidade e de certa forma tranquilidade para guiar suas decisões da forma que almeja e acredita.
A parte ruim de morar sozinho é a solidão e a carga de ter que resolver seus problemas domésticos e financeiros sozinho.

5- Por que é tão difícil para os pais este momento em que os filhos tomam seu próprio rumo?

R: A vida envolve necessariamente um ciclo vital de mudanças para todo indivíduo, ou seja, a passagem do adolescente para a vida adulta implica em mudanças tanto ao filho que está partindo como aos pais.
Desde o nascimento o bebê e os pais, principalmente a mãe vivem uma situação de simbiose e o investimento dos pais está voltado às necessidades do filho. Então, quando o adulto resolve sair de casa a pergunta que fica é: para onde será voltado o investimento dos pais?
 A separação dos pais com o filho sempre será dolorosa, entretanto a forma como cada família lida com tal situação pode ser benéfica ou prejudicial para o cada um. Os pais estão acostumados a se posicionarem como provedores da alimentação, do bem estar, das questões financeiras de seus filhos, e quando estes não ocupam mais tal posição sentem-se vazios, quase que sem utilidade. A esta fase e a este sentimento de perda, denomina-se a “síndrome do ninho vazio”. Ocorre o sentimento de quebra de vínculos, o que é natural para que o filho consiga sua independência e maturidade. É importante que os pais compreendam que o sentimento de vazio é natural e passageiro, mas o encorajamento aos filhos à sua independência pode ser e deve ser saudável a qualquer individuo.

6- Quais dicas podemos dar aos pais para que possam encarar esta mudança de uma maneira saudável e positiva?

R: É muito importante que os pais percebam que os filhos cresceram e sua saída faz parte do ciclo vital do desenvolvimento de cada um. O amor e o relacionamento que os pais possuem com os filhos continuam da mesma forma ou em algumas situações as relações se fortalecem e atingem uma relação e um vínculo de maturidade maior.
Após passarem anos se dedicando aos filhos, está na hora de investir em outras situações, relacionamentos ou afazeres que lhes dão prazer. Após o primeiro passo da aceitação que os filhos crescem e buscam sua independência, os pais devem reservar seu investimento a novas atividades em conjunto e em particular.  



Relacionamento Perfeito

como melhorar o relacionamento
Entrevista cedida ao "Portal Nós Mulheres"

1. Por que geralmente ao passar dos anos o relacionamento cai na rotina ou esfria?

R: No inicio do relacionamento o casal passa por uma experiência de conhecimento do outro. Tudo é novo, os sentimentos são novos, a curiosidade e o desejo de conhecer o outro impulsiona o relacionamento. Entretanto com o passar do tempo, o casal já conhece ou acha que conhece o outro, os aspectos positivos e negativos de cada um vão se sobressaindo e o investimento libidinal vai se perdendo. O sujeito acredita que não há mais necessidade de conquistar o objeto de desejo, uma vez que ele acha que já tenha conquistado e o relacionamento cai na rotina. No inicio o casal tem o desejo de impressionar, de dar e receber provas e juras de amor, mas com a convivência o sujeito já acredita que tenha alcançado o amor do parceiro e deixa de investir novamente na relação.

2. Como identificar isso?

R: Com o passar dos anos e com a rotina corriqueira do trabalho, de suas relações e compromissos do dia a dia, o relacionamento vai esfriando e a necessidade de conquistar o outro se perde. É possível observar quando o casal cai na rotina ou o relacionamento esfria quando um dos parceiros ou ambos não investem seu desejo no outro, na tentativa de fazer algo diferente, ou até compartilhar algum acontecimento, o que pode ocasionar o afastamento do casal.

3. Quais atitudes fortalecem e rejuvenescem o amor?

R: O amor é pautado pela confiança, comprometimento com o outro, respeito e o desejo de conquista mútuo. Em um relacionamento de longa data o interesse e o investimento no outro se torna escasso, necessitando de um novo investimento no relacionamento. É importante “quebrar” a rotina criando novas situações para o casal, como sair para jantar em um lugar diferente, encontrar novamente os desejos em comuns (criando assim um “hobbie” para o casal), compartilhar acontecimentos e sentimentos podendo voltar o olhar novamente ao outro sempre de uma forma diferente.  É importante relembrar ou criar novas formas de conquistas ao outro para que o casal se encontre em sintonia e cada acontecimento seja experienciado de forma diferente.

4. O que deve-se fazer para evitar as brigas e o desgaste emocional dentro da relação?

R: As brigas vêm acompanhadas de um desgaste emocional para o casal, deve-se perceber e preservar o respeito ao outro até quando algo não está de encontro com o seu pensamento e sentimento. As brigas são apenas uma expressão do que se sente o importante é compartilhar com o parceiro os sentimentos e angustias que cada um tende a sofrer na vida a dois. Só é possível compreender o outro quando este expressa seu sentimento, por isso a importância da troca de palavras e experiências no relacionamento. As brigas são o resultado de algo que não foi dito ou expressado antes de forma que o outro compreenda suas intenções, então é possível evitar o desgaste emocional de ambos quando os mesmos são capazes de se compreender, de compreender seus sentimentos para que o outro possa ajudá-lo evitando qualquer desinteresse do casal.

5. Quais as dicas para a sensação de paixão no início da relação durar por mais tempo?

R: Geralmente o casal tem a sensação de paixão no inicio do relacionamento porque há a existência de algo novo, algo que é desconhecido e o investimento para se conhecer é alto. A comunicação é mais completa porque há a necessidade de conhecer o outro e de se apresentar para o outro. O problema é quando o casal acredita que já conhece o parceiro, já conhece suas angustias e opiniões e acaba não investindo em seu relacionamento. Para a sensação de paixão durar mais tempo é preciso que ambos invistam na comunicação e na tentativa de conhecer algo novo do outro, uma vez que todo sujeito está passível de transformação e ressignificação.

6. Quais atitudes o casal deve ter para prezar a confiança e o bem-estar da relação?

R: Todo casal deve primeiramente se comunicar para que haja sintonia no relacionamento. A confiança vem do respeito que ambos precisam ter por si mesmo e consequentemente ao outro, portanto uma relação sadia deve estar acompanhada de uma partilha de sentimentos, pensamentos e experiências em conjunto.

7. Qual o fator que gera mais desentendimentos entre os casais levando a um possível rompimento?

R: Um dos fatores que mais geram o rompimento entre os casais são o ciúme excessivo, perda de confiança no outro e a falta de comunicação e expressão de seus sentimentos.


Para ter informações sobre ajuda emocional acesse: www.saopaulopsicologia.com.br